Labirintite: causas, sintomas e tratamento

Labirintite é um termo usado de forma errada quando se trata de tontura. Afinal, muitas pessoas, quando se sentem zonzas, relacionam esse sintoma a ela. A verdadeira labirintite é rara e ocorre quando há uma infecção no labirinto, região do ouvido interno que faz parte do sistema de equilíbrio corporal.

Chamamos de labirintopatia, vestibulopatia ou doença do labirinto, então, as várias alterações nessa região que podem culminar em sintomas como vertigem, náusea, tontura, zumbido, desequilíbrio, entre outros.

São vários os fatores que podem causar essa condição, incluindo infecções (bacterianas ou virais), doenças pré-existentes, traumas e até mesmo o estresse. A grande questão, aqui, é que esse é um quadro extremamente desagradável que, por ser capaz de interferir em todas as atividades do cotidiano e provocar acidentes, merece a nossa atenção.

Normalmente, seu tratamento inclui medicamentos para o controle dos sintomas e terapias para a reabilitação do labirinto.

Para saber todos os detalhes sobre essa condição, continue conosco.

Causas

O ouvido interno (ou labirinto) consiste em duas partes principais:

O sistema vestibular periférico é composto por uma rede complexa de canais preenchidos por líquido, e desempenha um papel importante na manutenção do nosso equilíbrio. Por meio de células ciliadas e fluidos, ele fornece ao cérebro informações sobre a orientação espacial do corpo (ou seja, se ele está em pé, deitado, em movimento, parado etc); é como se fosse o nosso “sensor de movimento” que envia informações para o cérebro.

Quando qualquer uma dessas estruturas, então, deixa de funcionar corretamente, essas informações que fluem para o nosso cérebro são comprometidas. Essa forma de interrupção pode, no fim das contas, resultar em uma série de sintomas, incluindo tontura, vertigem e até mesmo a perda de audição.

Fatores de risco

Qualquer pessoa (e de qualquer idade) pode desenvolver uma doença no labirinto. Porém, existem alguns fatores que aumentam os riscos para ela. São eles:

Sintomas

Os sintomas da labirintite costumam aparecer repentinamente e sem aviso. Eles incluem:

Na maioria dos casos, as pessoas que passam por essa afecção podem apresentar um ou mais desses sintomas e podem durar desde segundos até algumas semanas e, felizmente, também podem desaparecer por conta própria depois de um tempo.

No entanto, outras pessoas podem senti-los de forma recorrente, e geralmente estão associados a movimentos bruscos de levantar e deitar ou quando movem a cabeça repentinamente.

Independentemente do caso, uma visita ao médico especialista em otorrinolaringologia deve ser feita para que o diagnóstico seja certeiro, pois existem diferentes causas e há tratamentos distintos para cada uma.

“Como saber se tenho labirintite?”

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica e na anamnese (conversa durante a consulta), quando o paciente será examinado e poderão ser vistos sinais indicativos de ser uma doença vestibular periférica ou não.

Para ajudar a confirmar o diagnóstico, o especialista pode solicitar os seguintes exames:

Tratamento

O objetivo do tratamento da labirintopatia, como já explicamos brevemente, é aliviar os seus sintomas e tratar a causa quando possível. Para isso, podem ser prescritos anti-inflamatórios, anti-vertiginosos e anti-eméticos. Tudo depende de cada quadro e de sua intensidade.

Existem quadros específicos em que o tratamento se baseia em manobras de reabilitação, que consistem em manobras de posicionamento da cabeça e corpo.

Em alguns casos o paciente também pode se beneficiar de um tipo de terapia física (fisioterapia) chamada reabilitação vestibular, que envolve exercícios que visam melhorar o equilíbrio e reduzir a tontura.

Por fim, caso você desconfie que esteja com labirintite, não hesite em procurar por ajuda médica, combinado? No mais, cuide-se bem e até a próxima.

Gostou do texto? Mantenha-se sempre atualizado sobre as melhores escolhas para a sua vida com o nosso Blog e redes sociais (Facebook e Instagram)! Estamos te esperando.

Fones de ouvido e surdez: qual é a relação?

Que tal fazermos um exercício? Ao sair de casa, nem que seja para ir até a padaria, repare nas pessoas ao seu redor e conte-nos: quantas delas estão com fones de ouvido? Normalmente, a resposta padrão para essa pergunta é: muitas.

Ocorre que, em quase todos os lugares, desde as academias até os ônibus e calçadas, encontramos diversos amantes das músicas e podcasts escutando suas playlists favoritas. Isso, por um lado, é completamente normal. Afinal, de vez em quando, tudo o que precisamos é de uma boa canção para animarmos nosso dia.

Porém, infelizmente, sempre existem dois lados da mesma moeda. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), estima-se que 1,1 bilhão de jovens em todo o mundo correm o risco de perder a audição devido a práticas auditivas inseguras, em partes, por utilizarem fones de ouvido.

Mas calma… como um fone de ouvido pode danificar nossos ouvidos?

Nossos ouvidos, biologicamente falando, são verdadeiras ferramentas naturais de sobrevivência. Eles são desenvolvidos, basicamente, para detectarem e ampliarem até mesmo os ruídos mais baixos e, assim, proteger-nos dos perigos existentes.

Sendo assim, você concorda que eles, apesar de úteis e essenciais para a sobrevivência, são extremamente sensíveis ao barulho? O papel primordial destes pequenos receptores de ondas sonoras é nos preservar de possíveis ameaças e nos ajudar na comunicação, e não suportar horas e horas de música no último volume.

Entenda: no mundo natural, no qual fomos criados e adaptados para vivermos, não encontramos ruídos muito altos, mas sim, silenciosos e sutis. Isso significa que o ouvido humano simplesmente não evoluiu para lidar com ruídos excessivamente altos. Portanto, quando introduzimos um som artificialmente alto por meio de fones de ouvido, podemos acabar danificando-os.

Mas como?

O ouvido é um sistema complicado. Em termos simples, o som é uma espécie de vibração (onda) invisível que se propaga pelo ar. Ela é detectada e codificada pelo nosso cérebro por meio de uma série de atividades que acontecem em nosso sistema auditivo.

Acontece assim: ainda no ouvido externo, o som entra pelo canal auditivo externo e segue em direção aos tímpanos. Devido a "vibração'' das ondas sonoras entre as diferentes superfícies deste canal (tecidos, ossos etc), essas ondas vibram o tímpano e os três ossos do ouvido médio (martelo, bigorna e estribo), que por sua vez irão gerar uma onda que vai para a orelha interna ou ouvido interno.

Para ajudar todo esse processo, existe um líquido que se move ao longo do ouvido interno, facilitando a propagação das ondas. Além disso, esse líquido ativa células especializadas, que possuem cílios, que ao serem movimentados, convertem essa atividade em sinais químicos e elétricos que passam a ativar o nervo auditivo.

Este, por sua vez, transmite toda a informação para o cérebro que, então, interpreta todos esses impulsos elétricos como um som.

A perda auditiva

Sons muito altos são perigosos para a nossa audição porque aumentam a força dessas vibrações. Então, quando elas são muito intensas e por muito tempo, os cílios não conseguem suportar a carga e param de funcionar corretamente.

No mais, dependendo de quanto tempo você escuta música com fones de ouvido, então, e o quão alta ela estava, duas coisas podem acontecer:

Como evitar, então, os danos causados pelos fones de ouvido?

A principal mudança e, logicamente, a mais básica, é não manter o volume daquilo que você estiver escutando muito alto. Uma boa dica para conseguir ouvir bem a música é usar fones de ouvido com cancelamento de ruído. Também é indicado um período de repouso auditivo (silêncio) após se expor a sons por um período grande.

Além disso, lembre-se de limpar os fones regularmente para impedir o acúmulo de bactérias, suor e pele descamada, a fim de evitar infecções locais.

Por fim, caso você esteja desconfiando de que sofreu uma perda auditiva, não deixe de procurar por ajuda médica.

Gostou do texto? Mantenha-se sempre atualizado sobre as melhores escolhas para a sua vida com o nosso Blog e redes sociais (Facebook e Instagram)! Estamos te esperando.

Respirar pela boca faz mal?

A respiração é uma das funções mais vitais do corpo. Para se ter ideia, a cada inspiração e expiração, podemos trazer consequências positivas ou negativas à nossa saúde. Tudo depende, claro, de como ambas são realizadas.

A grande questão é que, por ser um ato tão natural, a maioria das pessoas não pensa como, ou com que frequência respiram e, principalmente, se estão fazendo isso da forma certa.

Durante a respiração normal, o abdômen se expande e se contrai suavemente. Não há esforço envolvido, o processo é silencioso, regular e, o mais importante, pelo nariz. No entanto, algumas pessoas inspiram e expiram principalmente pela boca sem perceberem.

Normalmente, essa “troca” das vias nasais pela bucal acontece quando há um problema de saúde temporário (como um resfriado), ou devido a outras condições como, por exemplo, apneia do sono. Porém, quando se respira quase exclusivamente pela boca, o diagnóstico é de respiração bucal.

O que muitos não sabem, no entanto, é que respirar pela boca pode trazer várias implicações para saúde ao longo da vida, incluindo alterações no desenvolvimento das estruturas faciais.

Para entender todos os detalhes sobre esse assunto, dedicamos o artigo de hoje à exploração dos benefícios da respiração nasal e, principalmente, os riscos de se respirar pela boca (e por que isso acontece). Vamos lá?

Primeiramente: qual é a importância da respiração pelo nariz?

A respiração, para o ser humano, pode ser feita de duas maneiras distintas: por meio das narinas, ou da boca. Porém, como já esclarecemos um pouco acima, a melhor alternativa é, sem dúvidas, o nariz!

Isso acontece porque ele foi especialmente projetado para nos ajudar a respirar com segurança, eficiência e adequação. Afinal, ele consegue:

Com tudo isso em vista, fica fácil entender por que o ato de respirar preferencialmente pelo nariz é mais vantajoso para o nosso bem-estar. Para se ter ideia da importância desse processo, confira algumas de suas principais vantagens:

No entanto, aí vai um fato curioso: mesmo assim, estima-se que cerca de 30 a 50 por cento dos adultos respiram pela boca, especialmente no início do dia. Por que será que isso acontece? Bem, vamos investigar algumas possíveis causas para essa atividade.

Por que algumas pessoas respiram pela boca?

São diversas as condições e fatores de risco que levam uma pessoa a respirar pela boca. As principais incluem:

Qual é o problema de respirar pela boca?

Apesar de também poder ser utilizada para respirar, a principal função da boca é auxiliar os processos de fala, alimentação e digestão. Sendo assim, não é de se admirar que ela não tenha uma anatomia completamente favorável à respiração.

Devido a esse fato, aí vão alguns malefícios documentados e comprovados de se respirar pela boca:

Quando é preciso procurar ajuda?

Embora a respiração pela boca raramente seja uma emergência, é preciso se consultar com o médico caso haja a percepção de algum problema decorrente deste ato, como boca seca ao acordar, mau hálito crônico, apneia do sono, ronco etc.

No caso de crianças, a visita ao otorrinolaringologista ou pediatra é importante quando os pais notam que o filho está roncando durante o sono, ou respirando pela boca ao invés do nariz.

Durante a consulta, o médico fará uma série de perguntas para obter um histórico médico completo do paciente e, claro, confirmar se a respiração pela boca está causando estes problemas.

Além disso, um exame da boca, nariz e garganta pode ser realizado para identificar quaisquer áreas de inchaço ou anormalidades, e observar se elas interferem na respiração.

Se necessário, alguns testes extras podem ser solicitados para examinar as passagens nasais, avaliar a atividade pulmonar e, dependendo do caso, exame para monitorar o sono do paciente (a polissonografia).

Como, então, corrigir a respiração? Existe tratamento para isso?

O tratamento da respiração oral, como já era de se esperar, consiste em tratar sua causa subjacente.

Então, se uma pessoa tem amígdalas e adenoides aumentadas ou apresentar problemas com o formato das passagens nasais, por sua vez, ela pode precisar de cirurgia com o otorrinolaringologista.

Para administrar esse problema a curto prazo, até que a causa para a respiração bucal seja encontrada, o paciente pode recorrer a medicamentos como sprays nasais anti-inflamatórios, anti-histamínicos e, em último caso, descongestionantes, estes últimos não devem ser utilizados por mais de 5 dias

Além disso, o paciente pode realizar alguns exercícios e técnicas para fortalecer os músculos do nariz e boca, treinando a respiração nasal conforme orientação do fonoaudiólogo ou do fisioterapeuta.

Enfim…

Apesar de possível, é preciso entender que a respiração pela boca apresenta mais malefícios do que benefícios para a nossa saúde. Então, procure utilizar as vias nasais para tal finalidade sempre que possível. Caso isso não seja possível e dure muito mais tempo que o normal, não hesite em procurar pela ajuda de um profissional, combinado?

Gostou do texto? Mantenha-se sempre atualizado sobre as melhores escolhas para a sua vida com o nosso Blog e redes sociais (Facebook e Instagram)! Estamos te esperando.

No mais, cuide-se e até a próxima!

Anosmia: tudo sobre a perda do olfato (e sua relação com a COVID-19)

Pense em todos os cheiros que você sente diariamente, e na forma que eles afetam sua interação com o mundo. Quais deles lhe despertam a memória, fome ou bom humor? E quando eles lhe servem de alerta como, por exemplo, o amargor/azedume de algum alimento vencido, ou a acidez e queimação do fogo, do gás ou de qualquer outra coisa que represente um perigo? Importante, não é mesmo?

Agora, imagine inspirar e não sentir nada, apenas ar. Essa é a vida de quem tem anosmia, ou seja, a ausência de olfato. Seja desde o nascimento ou desenvolvido mais tarde na vida, ela nunca recebeu tanta atenção como agora (ou melhor, desde o início da pandemia de COVID-19).

Acontece que a incapacidade de sentir cheiros e sabores é um dos efeitos colaterais mais comuns dessa doença. A má notícia é que, embora a maioria dos pacientes infectados, eventualmente, recupere o olfato, há ainda aqueles que, talvez, nunca mais o terão de volta ou permanecerão com uma distorção olfativa.

Pensando nisso, preparamos esse artigo com tudo o que você precisa saber sobre a anosmia (incluindo causas, sintomas e tratamentos) e a relação desta com o momento em que vivemos. Vamos lá?

Causas

O olfato é um processo complexo que envolve as vias respiratórias e o cérebro. Quando o ar passa pelo nariz, as moléculas de odor se ligam aos receptores dos nervos olfativos, localizados nesta região (mais precisamente, no epitélio olfatório, revestimento da parte superior das cavidades nasais).

A estimulação dos nervos olfativos faz com que eles transmitam um sinal ao cérebro que, por sua vez, processa o cheiro e o decodifica de forma que a pessoa o reconheça.

Sendo assim, qualquer coisa que interfira nesse processo, como congestão nasal, obstrução ou certos danos às próprias células nervosas, pode levar à perda do olfato.

No caso da anosmia, as causas mais frequentemente associadas a ela são:

Diagnóstico

Normalmente, o primeiro passo é se submeter a uma consulta de rotina com um especialista em otorrinolaringologia. Nesta, ele examinará as partes internas do nariz (para checar possíveis pólipos e tumores, e identificar potenciais alergias e irritações) e da garganta.

A depender do caso, outros exames podem ser solicitados. São os mais comuns: endoscopia nasal, tomografia computadorizada, ressonância magnética e testes olfatórios.

O importante a se saber, por enquanto, é que caso você sinta uma perda de olfato que, ao longo de duas semanas, não passa, é preciso procurar por um médico.

Anosmia congênita x adquirida

A inabilidade para sentir cheiros pode ser congênita (ou seja, você nasce com ela), ou adquirida.

A anosmia congênita, além de bastante rara, ainda é um mistério para a comunidade científica. Em alguns casos pode ser devido a uma má-formação na região que codifica o olfato no cérebro, mas na maioria das vezes ainda não se sabe ao certo como ela acontece. Acredita-se, no entanto, que ela pode ser herdada.

Já no caso da anosmia adquirida, a perda de olfato é diretamente associada a uma causa, como aquelas que citamos anteriormente. As comorbidades mais comuns, aqui, incluem os traumas frontais ou cranioencefálicos (que danificam os nervos olfatórios), e os vírus.

Os vírus, por sua vez, são a principal causa para a perda de olfato, principalmente quando eles atacam as vias respiratórias, deixando-as inflamadas, irritadas e/ou congestionadas. Isso significa, basicamente, que uma pessoa pode parar de sentir cheiros (temporariamente, ou não) quando está resfriada, gripada ou acometida por uma doença respiratória mais grave como, por exemplo, a COVID-19.

Vale ressaltar, ainda, que dependendo da gravidade da infecção, pode haver um dano sério e até mesmo irreversível aos receptores e nervos olfativos. Neste caso, a pessoa se torna incapaz de sentir e identificar os cheiros.

Sobre anosmia e COVID-19

A perda do olfato se tornou um dos principais sintomas dos casos positivos para COVID-19. O motivo para isso, no entanto, ainda não está plenamente esclarecido, já que praticamente tudo que envolve o novo coronavírus ainda é incerto.

A lógica, no entanto, permanece a mesma. Ou seja: por ser uma doença respiratória, parte-se do pressuposto de que ela pode inflamar/irritar as vias aéreas, comprometendo o olfato e, consequentemente, o paladar.

Além disso, a depender da intensidade da infecção, podem haver danos permanentes dos nervos e receptores olfativos, o que faz com que a pessoa, talvez, nunca mais recupere a capacidade de cheirar algo.

A boa notícia é que são poucos os casos em que isso acontece. Normalmente, ambos os sentidos costumam retornar dentro de 60 dias.

Isso pode ser tratado?

Se você perder o olfato, é provável que você o recupere em breve. O importante a se saber é que a maioria dos tratamentos para a anosmia consiste, basicamente, em tratar sua causa primária.

Pólipos nasais e sinusite crônica (infecções sinusais recorrentes ou persistentes) são geralmente tratados por meio de medicamentos/cirurgia. Já as condições virais, assim como outras ocorrências causadas por envelhecimento, doenças, traumas e, ocasionalmente, casos congênitos, o uso de esteroides costuma ser a melhor conduta de acordo com a avaliação do otorrinolaringologista.

No mais, para se saber exatamente como curar a perda de olfato, é preciso analisar cada caso separadamente e, a partir disso, montar um plano de tratamento individualizado. É por isso que a consulta com o médico, em quaisquer um destes casos, é de extrema importância.

Sendo assim, lembre-se: caso você experiencie uma perda de olfato que persista por mais de duas semanas, procure por ajuda profissional!

Gostou do texto? Mantenha-se sempre atualizado sobre as melhores escolhas para a sua vida com o nosso Blog e redes sociais (Facebook e Instagram)! Estamos te esperando.

Tabagismo: consequências para a voz e a garganta

Se você fuma, com certeza sabe que os seus riscos para diversos problemas de saúde são incrivelmente altos, certo?

Ocorre que o tabagismo é considerado, hoje, a principal causa de morte evitável em todo o mundo, e responsável pelo óbito de mais de 200 mil pessoas por ano no Brasil. O ato de fumar, por fim, não mata, mas pode deixar marcas.

As consequências são muitas e vão aparecendo com o passar dos anos. Essas implicações podem ser graves para a voz e para a garganta, além de trazer diversos problemas na boca e nos dentes.

Neste texto, vamos explicar ao certo o que é tabagismo e quais são suas consequências para a voz e para a garganta. Continue a leitura e confira!

O que é tabagismo?

O tabagismo é uma doença crônica, causada pela dependência à nicotina presente em produtos à base de tabaco, que provoca alterações emocionais, físicas e comportamentais. Ela ocorre em decorrência do uso frequente de cigarros que possuem uma substância psicoativa chamada nicotina.

Essa substância causa dependência quando inalada, gerando um tipo de recompensa cerebral (SRC) que libera dopamina, gerando uma sensação de prazer e satisfação. Porém, esse efeito desaparece ou diminui após algumas horas de seu consumo, causando sintomas desagradáveis de abstinência, o que leva ao ciclo de dependência do cigarro.

A situação pode se agravar após o uso crônico da nicotina. Com o tempo, a dose inalada desta se torna insuficiente para o fumante, levando-o a aumentar o número de cigarros fumados para atingir o mesmo efeito.

Qual a consequência do tabagismo para a voz e a garganta?

É fumante há muito tempo? Então você já deve ter percebido alterações em sua voz. Separamos abaixo informações relevantes de algumas doenças na garganta causadas pelo tabagismo. Confira:

Disfonia

A disfonia é um sintoma que pode acometer pessoas fumantes. As alterações causadas na voz acontecem porque o fumo provoca uma inflamação crônica nas cordas vocais, com acúmulo de muco e edema. Nesses casos, é possível ver que a voz engrossa e fica mais rouca.

Por isso, é fácil perceber quando uma mulher fuma, já que, em alguns casos, as mulheres podem adquirir uma voz mais grossa e de padrão masculinizado.

A presença de disfonia por mais de 2 meses pode ser indicação de algo mais grave, como um câncer. Portanto, se você é fumante e vem percebendo alterações na sua voz, procure um médico.

Câncer na laringe

O sinal mais frequente do câncer de laringe é a rouquidão, isso porque é uma doença grave que atinge as cordas vocais e demais estruturas da laringe.

O diagnóstico precoce (na fase inicial da doença) aumenta muito as chances de sucesso no tratamento e pode chegar a mais de 95% de cura completa. Por isso, é de extrema importância ficar atento aos sinais que o seu corpo dá.

Parando de fumar hoje, leva-se 8 anos até que as chances de desenvolvimento de câncer de laringe sejam iguais às de uma pessoa que nunca fumou.

Câncer na faringe

A faringe é a estrutura entre o aparelho digestivo e o respiratório, e fica localizada à frente da coluna cervical, no fundo da garganta. O câncer de faringe é muito comum em pessoas fumantes ou que possuem o hábito de ingerir bebidas alcoólicas frequentemente.

Consequências do tabagismo para a boca e os dentes

Além de doenças relatadas na região da garganta e também na voz, em decorrência do tabagismo, é muito comum também alguns problemas na boca e nos dentes.

Separamos abaixo algumas dessas doenças, confira:

Câncer de boca

Dentre as doenças de boca e dentes causadas pelo tabagismo, a mais grave delas é o câncer de boca. O câncer na boca pode afetar os lábios e o interior da cavidade oral, incluindo a língua, gengiva e bochechas.

É importante ficar atento pois, na fase inicial da doença, ela pode ter sintomas bem parecidos com uma dor de dente ou pode não apresentar dor. Por isso, é muito comum que o câncer de boca seja detectado em fase mais avançada, o que o torna mais difícil de ser tratado.

Halitose

A halitose é um sintoma percebido como um odor desagradável na boca. Ela pode ser percebida muito claramente pelo próprio indivíduo e por quem conversa com ele. Nesse caso é bom ficar atento e procurar um especialista.

Isso acontece porque a fumaça do cigarro afeta a mucosa da boca, dificulta a cicatrização e diminui a eficiência do sistema imunológico, o que faz com que o fumante seja mais vulnerável à bactérias, vírus e fungos. Os próprios componentes do cigarro podem se impregnar na mucosa oral e provocar o mau-hálito.

Problemas no paladar

Outra reação causada pela fumaça do cigarro são problemas com o paladar. As substâncias presentes na fumaça afetam as papilas gustativas, o que causa diminuição do paladar e da sensibilidade.

Perda de dente

O cigarro aumenta a temperatura média da boca e cria um ambiente mais convidativo ao aparecimento de bactérias, além do acúmulo de placa bacteriana e tártaro. Como o cigarro afeta diretamente a gengiva, a perda de dentes é muito comum em fumantes.

Algumas outras doenças também são comuns, como a gengivite e a periodontite.

O que fazer para controlar o tabagismo?

Se você escolheu parar de fumar, está fazendo tratamento para isso, mas está em crise de abstinência, fique ligado: algumas ações simples podem te ajudar a controlar o tabagismo e evitar o mal-estar durante esse processo.

Essas ações, combinadas com todo o tratamento para parar de fumar, serão sucesso para a recuperação de seu bem-estar e sua saúde.

E aí, gostou do nosso texto? Se você é ex fumante ou está no processo de largar o cigarro deixe nos comentários como foi sua experiência. E não deixe de conferir outros assuntos sobre saúde em nosso blog e redes sociais (Facebook e Instagram)! Estamos te esperando.

Surdez: é possível vencer esse desafio

Com o passar dos anos, é comum aparecerem desafios ligados à saúde. Entre as doenças mais comuns relacionadas ao envelhecimento, estão: hipertensão arterial, artrose e surdez.

A perda auditiva pode representar um problema social e, muitas vezes, prejudica a qualidade de vida do indivíduo. A hipoacusia (baixa de audição) dificulta a comunicação podendo levar ao isolamento social e à depressão.

Venha entender um pouco mais sobre esse assunto e saber que sim, é possível melhorar a audição.

Como funciona a audição?

O primeiro passo para entender a surdez é saber como a audição e o órgão responsável por ela funcionam. As orelhas são formadas por:

O meato acústico externo é um canal constituído de cartilagem e osso, revestido por tecido epitelial e tem a função de captar, transmitir e amplificar o som ao ouvido médio.

A vibração da membrana timpânica é transmitida até a cóclea, provocando a movimentação de um líquido contido em seu interior, a perilinfa. Isso leva à contração das células ciliadas, contidas no órgão de Corti (órgão receptor da audição) e que passam mensagem auditiva aos neurônios.

Estes, por sua vez, criam sinais neurais captados pelo nervo auditivo ou vestíbulo-coclear. Esses sinais caminham até o cérebro e no córtex auditivo são interpretados como sons.

Tipos de surdez

Os principais tipos de perda auditiva são: de condução, neurossensorial, mista e retrococlear.

Quando existe uma dificuldade, ou interrupção da transmissão das ondas sonoras dentro do meato acústico externo/médio, é chamada de condutiva. São eles: obstrução do meato acústico externo por cerume, líquido na orelha média, perfuração do tímpano, alteração nos ossículos ou a calcificação dos ossículos (otosclerose).

A surdez neurossensorial, por outro lado, resulta de um defeito nas fibras nervosas. Pode ser causada por exposição excessiva a ruídos, causa genética, traumatismo craniano, mas a causa mais comum é o processo natural do envelhecimento (a presbiacusia).

A mista é uma combinação da perda auditiva neurossensorial e condutiva. Ela é consequência de problemas tanto no ouvido interno quanto no ouvido externo ou médio.

Na retrococlear, o nervo auditivo está danificado ou ausente. Aparelhos auditivos e implantes cocleares não podem ajudar nesses casos, pois o nervo não é capaz de levar as informações sonoras ao cérebro. Todavia, em muitos pacientes, um implante auditivo de tronco cerebral (ABI) pode ser uma opção.

Causas

Existem diversas causas para a surdez:

Surdez relacionada à idade

A surdez relacionada ao envelhecimento é chamada de Presbiacusia. Causada principalmente por alterações no ouvido interno, ela é mais frequente após os sessenta anos de idade, geralmente bilateral e simétrica. Pode estar associada, também, a zumbido..

Diagnóstico

O diagnóstico da surdez é feito por meio do exame clínico e da audiometria.

Nesse teste, tons de diferentes frequências são apresentados ao paciente, que avisa quando está ouvindo-os. Assim, é possível determinar a gravidade da perda auditiva e diferenciar entre a surdez condutiva, mista ou neurossensorial.

Na Presbiacusia, os pacientes têm dificuldade com os tons em alta frequência, sons agudos. Eles descrevem que são capazes de ouvir a fala das pessoas, mas não conseguem distinguir as palavras. Isso é ainda pior em ambientes barulhentos.

Tratamento

Uma vez esgotada as possibilidades de tratamento médico, qualquer indivíduo que apresente dificuldades em situações de comunicação decorrentes de uma perda auditiva, deve ser considerado um candidato potencial ao uso de AASI (aparelho de amplificação sonora individual). O aparelho é composto de um microfone que converte sinais acústicos em elétricos, um amplificador que processa esses sinais e um receptor que converte o sinal elétrico novamente em uma onda sonora.

Existem aparelhos auditivos de vários tipos:

Importância do diagnóstico de surdez

É comum o idoso que não procura ajuda por estar ouvindo mal. Porém, a surdez causa muitas dificuldades sociais e não deve ser ignorada.

O paciente que não ouve bem tende a se isolar, ficar ansioso e deprimido. Ele pode ter dificuldade para se relacionar com a família e mesmo para entender orientações médicas, o que causa prejuízos à sua saúde.

Existem várias maneiras de se ajudar uma pessoa com dificuldades auditivas. Basta ficar atento ao comportamento dos idosos para perceber as dificuldades, mesmo quando iniciais. Se você acha que um familiar pode estar perdendo a audição, procure um médico otorrinolaringologista sem demora.

Gostou do texto? Mantenha-se sempre atualizado sobre as melhores escolhas para a sua vida com o nosso Blog e redes sociais (Facebook e Instagram)! Estamos te esperando.