Mamotomia guiada por ultrassom: o que é e como funciona?

A mamotomia guiada por US, ou melhor, a biópsia ou exerese vácuo assistida da mama orientada por ultrassonografia, é considerada um dos métodos mais seguros, viáveis, eficazes e minimamente invasivos para a remoção e análise de lesões benignas ou malignas das mamas.

O procedimento funciona assim: o nódulo, primeiramente, é localizado por meio de um ultrassom para, então, ser removido em seguida por uma agulha assistida por vácuo.

A técnica, apesar de pouco invasiva, ainda assim é considerada uma pequena cirurgia que pode ser realizada com aplicação de anestesia local para maior conforto da paciente. Além disso, a paciente não precisa ficar hospitalizada após o procedimento, e nem adotar cuidados pós-operatórios complexos.

Existem riscos para esse procedimento?

As complicações da mamotomia guiada por ultrassom são raras. No entanto, como acontece com qualquer procedimento, existem alguns

riscos associados a ela. Eles incluem:

No mais, se o profissional e sua equipe responsável pela mamotomia forem capacitados, atenciosos e de confiança, as chances de acontecer algo de errado com você são minúsculas. Por isso, faça sua escolha com cuidado!

Existem outras alternativas?

Sim. A outra opção para a biópsia das mamas é a excisão cirúrgica. Porém, nela, a remoção do nódulo é realizada em centro cirúrgico e sob anestesia.

Aqui, o procedimento deixa uma cicatriz maior e requer mais tempo de recuperação, assim como os cuidados após a intervenção.

Como são os preparativos para a mamotomia guiada por ultrassom?

Para a maioria dos casos, as recomendações gerais são as seguintes:

Como é o procedimento?

O procedimento ocorre, geralmente, nas salas de ultrassom e costuma demorar cerca de 40 minutos. A paciente fica acordada o tempo inteiro e deitada, despida da cintura para cima.

O profissional irá, primeiro, realizar uma ultrassonografia da mama para localizar o nódulo. O anestésico local será, então, injetado na pele e, em seguida, nos tecidos ao redor do nódulo, para garantir que o restante do procedimento seja indolor.

Assim que o anestésico agir, a agulha de biópsia a vácuo será introduzida e posicionada no nódulo da mama, guiada pelo ultrassom.

Vários fragmentos do nódulo serão, então, removidos pelo sistema a vácuo da agulha. Esta, por sua vez, permanece no local enquanto as amostras são retiradas pelo mamótomo.

Assim que a lesão for retirada, a agulha será removida e uma compressão firme será colocada sobre o local da mamotomia por alguns minutos, para ajudar a coagulação e minimizar os hematomas.

Os fragmentos do nódulo serão enviados ao departamento de patologia para exame anatomopatológico.

E depois?

A paciente, normalmente, é orientada a manter o curativo feito no corte por até três dias. As orientações gerais pós-procedimento incluem:

Caso aconteça algo de anormal durante a recuperação, como dor excessiva, muito inchaço ou sangramento contínuo, procure a clínica e/ou o médico responsável pelo procedimento.

Por fim…

Caso você tenha mais dúvidas ou receios sobre a mamotomia guiada por ultrassom, não hesite em tirá-las com o médico responsável por ela, combinado? Além disso, procure seguir todas as recomendações dadas por ele e pode apostar que o resto sairá nos conformes!

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Cuide-se, e até a próxima!

Biópsia de mama: quando ela é necessária e como funciona?

A biópsia da mama é um procedimento cujo objetivo é avaliar uma alteração suspeita neste local, em busca de possíveis doenças e anormalidades nas células. Para isso, o profissional remove uma pequena amostra de tecido mamário e o envia para análise laboratorial.

Para saber todos os detalhes sobre esse tipo de exame, continue conosco.

Quando a biópsia das mamas é necessária?

Esse tipo de exame, geralmente, é recomendado quando:

Efeitos colaterais e complicações

Embora a biópsia mamária seja relativamente simples e seus riscos sejam baixos, todo procedimento cirúrgico tem suas peculiaridades. Sendo assim, vamos conversar, primeiro, sobre os possíveis efeitos colaterais que ela pode gerar. São eles:

No mais, no que diz respeito às complicações deste procedimento, elas são extremamente raras. Sem dúvida, os benefícios de se ter um diagnóstico superam os riscos deste exame. Afinal, quanto mais cedo o câncer de mama for detectado, mais rápido o tratamento pode começar, e maiores serão as chances de sucesso.

Preparativos

Antes da biópsia da mama, informe o seu médico se você:

No dia do exame, considere usar um sutiã firme e confortável. Além de dar mais sustentação às mamas, ele pode ser útil caso a equipe coloque uma bolsa fria no local em que a biópsia foi feita com a finalidade de minimizar a dor e diminuir o ” inchaço”.

Tipos de biópsia mamária

Vários procedimentos diferentes podem ser feitos para se conseguir o essencial de uma biópsia das mamas: a amostra do tecido mamário.

A escolha mais apropriada para cada paciente varia de acordo com o tamanho, da localização e de outras características associadas à anormalidade encontrada.

São os principais tipos de biópsias de mama:

1. Punção aspirativa por agulha fina (PAAF)

Aqui, enquanto a paciente permanece deitada, o cirurgião insere uma pequena agulha acoplada a uma seringa na região da lesão e aspira células. Normalmente, esse processo é guiado por meio de um ultrassom. A amostra é, então, enviada para análise citológica.

2. Biópsia por agulha grossa (core biopsy)

Semelhante à PAAF, esse procedimento conta com uma agulha de maior calibre acoplada a uma espécie de pistola que, quando ativada, colhe pequenos fragmentos de tecido. Por se tratar de uma agulha um pouco mais grossa, o procedimento é feito sob anestesia local, para maior conforto da paciente.

Aqui, o posicionamento da agulha pode ser guiado por meio de ultrassom, mamografia (estereotaxia) ou ressonância magnética.

3. Biópsia cirúrgica

Envolve a remoção cirúrgica completa, ou parcial do nódulo a ser analisado. A depender do caso, uma parcela do tecido mamário circundante também pode ser removida como margem de segurança.

Recuperação

Com exceção da biópsia cirúrgica, todos os tipos de biópsia das mamas permitem que a paciente volte para casa no mesmo dia. No local em que a remoção foi feita, é feito um curativo e uma bolsa de gelo é posicionada para evitar inchaços e amenizar a dor.

As principais recomendações pós procedimento são:

No caso da biópsia cirúrgica, é bem provável que você volte para casa com alguns pontos. Neste caso, a equipe médica lhe dirá exatamente o que fazer para protegê-los até o dia da remoção. Você irá para casa no mesmo dia do procedimento e poderá retomar as atividades normais no dia seguinte. Sua equipe de saúde lhe dirá como proteger seus pontos.

No mais, se alguma das situações a seguir acontecer, entre em contato com o seu médico, pois elas podem indicar o começo de uma infecção:

Resultados

Os resultados costumam ser liberados após alguns dias (a depender da disponibilidade do laboratório). Normalmente, eles são enviados diretamente ao mastologista para a tomada de conduta adequada.

No mais…

É importante lembrar que ter um nódulo ou outra anormalidade nas mama, não significa que você tem câncer. Porém, é sempre importante investigá-lo com cautela.

Sendo assim, caso você descubra um nódulo mamário, ou quaisquer outras alterações suspeitas, converse com seu médico.

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Mamografia x ultrassom das mamas: quais são as diferenças?

A detecção precoce do câncer de mama passa, primeiramente, pela educação das mulheres. Afinal, o objetivo é identificar sinais e sintomas precoces dessa doença e, para isso, elas precisam entender o mínimo necessário sobre o assunto.

O rastreamento, por sua vez, envolve a aplicação de um exame como a mamografia, por exemplo, e, quando necessário, complementação com ultrassonografia, em determinada faixa etária e periodicidade, e em mulheres sem sinais aparentes da doença. O propósito é identificar alterações sugestivas de malignidade e encaminhá-las para investigação.

Hoje, diante da importância da mamografia e do ultrassom, vamos dar um maior foco nestes dois exames. Para saber como eles funcionam, e qual deles é o melhor para o seu caso, continue conosco.

O que é um ultrassom das mamas?

O ultrassom usa ondas sonoras para formar imagens do tecido mamário. Durante o procedimento, o profissional aplica o gel na mama a ser estudada e desliza um instrumento em forma de “caixa” (transdutor) sobre ela.

O transdutor envia ondas sonoras para a área da mama que está sendo testada e recebe um feedback semelhante ao de um eco ao ricochetear no tecido corporal. Este feedback é transformado em imagens que, por sua vez, são produzidas e gravadas em um computador.

Como o ultrassom funciona para a detecção do câncer de mama?

O ultrassom é o principal exame complementar à mamografia na detecção do câncer de mama, principalmente porque pode detectar alterações nas mamas densas e diferenciar lesões sólidas das císticas, além de outras alterações no tecido.

O ultrassom das mamas também é útil para guiar agulhas a uma área alvo, com a finalidade da biópsia, da inserção de um marcador ou da aspiração de células/cistos.

Por fim, o ultrassom é o exame mais utilizado após a realização da mamografia e, naquelas mulheres muito jovens ou grávidas, a principal opção para esclarecimento diagnóstico.

Benefícios do ultrassom das mamas

O ultrassom é importante para esclarecimento e diagnóstico do câncer de mama. Afinal, o procedimento é:

Limitações do ultrassom

O ultrassom é um exame operador dependente. Por isso, está sujeito à interpretação e experiência de quem o executa.

Além disso, ele não mostra microcalcificações (acúmulo minúsculo de cálcio nos tecidos mamários), identificados na mamografia que, dependendo de sua forma, distribuição e quantidade, podem ser um sinal precoce do câncer de mama.

O que é uma mamografia?

A mamografia usa raios-x para capturar imagens do tecido mamário. É rotineiramente indicada para mulheres com mais de 40 anos e assintomáticas, com a finalidade de rastreamento.

A paciente é colocada, geralmente, “em pé”, e tem sua mama posicionada entre duas placas do mamógrafo. Enquanto as imagens são feitas, a mulher deve ficar imóvel por poucos segundos para a realização das incidências básicas e/ou adicionais.

Como a mamografia funciona para a detecção do câncer de mama?

A mamografia digital é a impressão do tecido mamário em uma placa especial em determinados ângulos que, por sua vez, são transformados em pixels e montados em um computador para estudo.

Benefícios da mamografia

A mamografia é eficaz para determinar se os seguintes sinais indicam a presença de câncer de mama:

Com o advento da mamografia e seu uso em larga escala, as calcificações se tornaram o sinal mais precoce de uma possibilidade de câncer de mama. Elas são um indicativo de uma forma inicial e que precede o carcinoma invasor (CDI) - o carcinoma ductal in situ (CDIS).

CDIS são células anormais presentes no interior dos ductos mamários que ainda não invadiram o tecido circunjacente.

Limitações da mamografia

As mamografias, mesmo sendo consideradas a primeira opção de rastreamento do câncer de mama no momento, ainda possuem suas limitações. São elas:

E, finalmente: a qual destes exames você deve recorrer?

A mamografia é o principal teste de rastreamento em mulheres que não apresentam sintomas.

Embora o ultrassom das mamas tenha evoluído muito, não é reconhecido como exame ​​para o rastreamento do câncer de mama em pacientes assintomáticas. No entanto, a sua aplicação como exame complementar em mamas densas, avaliação de nódulos identificados na mamografia e guiando agulhas durante exames diagnósticos está consagrado.

Finalmente, é importante lembrar que nenhuma dessas tecnologias diagnostica câncer, mas sim detectam anormalidades que devem ser esclarecidas e submetidas a uma biópsia.

Vale ressaltar que cada caso é diferente e, mais importante, vai além de apenas uma escolha entre ultrassom das mamas e mamografia. A recomendação principal é seguir o plano de tratamento do médico que, na maioria das vezes, inclui mamografias regulares e, se necessário, ultrassonografias em caso de sintomas.

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Exames de mama: quais são e como funcionam?

De uma coisa podemos ter certeza: quanto mais cedo o câncer de mama for diagnosticado, maiores são as chances de cura. Porém, engana-se quem pensa que deve procurar ajuda apenas quando notar que há algo de errado com os seios.

Em nosso blog, publicamos um artigo sobre os principais sintomas dessa doença. Lá, você vai descobrir um detalhe importantíssimo sobre ela: em seus estágios iniciais, a condição pode não apresentar sinais evidentes.

Sendo assim, a melhor forma de se prevenir de um susto como o diagnóstico de um tumor de mama em estágio avançado é mantendo seus exames em dia.

Para mulheres de todas as idades, a visita anual ao ginecologista é essencial para a manutenção da saúde. Já a partir dos 40 (e em alguns casos especiais), já podem ser introduzidos alguns exames dos quais vamos falar hoje. Preparada? Então vamos lá!

1. Ultrassom

O ultrassom das mamas é um procedimento simples e indolor que usa ondas sonoras para fazer imagens do interior dos seios. O objetivo, aqui, é:

Como se preparar para esse exame?

Por ser um procedimento simples, o ultrassom das mamas não requer jejum, anestesia e nenhum tipo de preparação mais mirabolante. No máximo, o médico pedirá para que você não aplique óleos/hidratantes na região dos seios antes de ir até o consultório.

No mais, uma boa dica é: a paciente, na maioria das vezes, precisa se despir da cintura para cima na hora desse exame. Então, certifique-se de usar roupas confortáveis e que possam ser retiradas facilmente.

O procedimento

Após receber as instruções de onde deixar as roupas e acessórios, você será colocada em uma mesa de exames reta e acolchoada, deitada de barriga para cima e com os braços atrás da cabeça.
Depois, o(a) técnico(a) colocará uma quantidade generosa de gel solúvel em água (que, por sinal, não irrita e nem provoca manchas nas roupas) na região dos seios e começará a fazer o ultrassom.

Com a sonda e, claro, guiado por uma tela, ele fará movimentos suaves em torno das mamas em busca de quaisquer anormalidades e irregularidades. Dependendo das circunstâncias, você será instruída a prender e soltar a respiração algumas vezes.

Todo o processo costuma levar cerca de 15 a 20 minutos.

Os resultados

A rapidez com que os resultados são liberados (incluindo imagens e relatório médico) depende muito da clínica escolhida. Normalmente, eles saem na mesma hora. O importante a se entender, aqui, é que assim que você estiver com eles em mãos, é preciso marcar o retorno ao mastologista.

Durante a consulta, o profissional fará uma leitura de todo o exame e, com base nele, decidirá os próximos passos.

2. Ressonância magnética

A ressonância magnética da mama, geralmente, é feita em mulheres que já receberam o diagnóstico de câncer de mama (e, portanto, precisam medir o tamanho e extensão do tumor), ou que possuem um alto risco para essa doença. Junto a ele, costumam ser feitos outros exames como, por exemplo, a mamografia.

Importante: este procedimento, sozinho, não é capaz de identificar todos os tipos de câncer e, portanto, não substitui uma biópsia e, obviamente, precisa vir acompanhado de outros exames para se ter um diagnóstico certeiro.

Como se preparar para esse exame?

Por ser um procedimento que utiliza grandes ímãs (dispostos em bobinas) para captar o interior das mamas, algumas orientações básicas precisam ser passadas à paciente. São elas:

O procedimento

Antes de entrar para a sala de exames, você será orientada a retirar do corpo todos os itens pessoais (incluindo roupas, brincos, piercings, anéis, relógios, joias, óculos, aparelhos auditivos, aparelhos ortodônticos móveis etc).

Vale ressaltar que, dependendo das circunstâncias, é preciso receber uma dose de contraste (gadolínio) antes do procedimento. Isso facilita a visualização de algumas estruturas anatômicas por parte da equipe médica.

Depois, você será direcionada até o cômodo em que a ressonância é feita e posicionada em uma espécie de maca. Por fim, seu corpo será introduzido em um túnel que, por meio de algumas bobinas, fará uma “varredura” da região das mamas, captando diversas imagens de seu interior.

Apesar de muito segura e indolor, a ressonância magnética pode ser um pouco “chata” para algumas pessoas. Isso acontece, principalmente, porque o paciente deve permanecer imóvel durante todo o procedimento, que pode levar de 40 a 60 minutos. Além disso, é possível escutar (e bem) os sons do equipamento quando se está lá dentro.

Os resultados

Após o exame, a pessoa já pode retornar imediatamente às suas atividades rotineiras. Os resultados costumam ser liberados dentro de alguns dias (a depender da clínica) e, assim que saírem, devem ser encaminhados ao mastologista.

3. Mamografia

A mamografia é um exame que detecta alterações e crescimentos anormais no tecido mamário por meio de um raio-X. Este, por sua vez, é feito especialmente para a anatomia da mulher, já que precisa comprimir as mamas para obter imagens de vários ângulos diferentes.

Tipos de mamografia (que podem, ainda, serem captadas de forma analógica ou digital):

No mais, a mamografia costuma ser solicitada como parte de uma série de exames regulares (check-ups) que devem ser feitos por todas as mulheres a partir dos 40 anos. Ela, junto aos outros procedimentos, serve para avaliar e acompanhar quaisquer alterações incomuns nas mamas.

Como se preparar para esse exame?

Nenhuma espécie de preparação é necessária para a mamografia. No entanto, uma boa dica é se vestir com roupas confortáveis e que possam ser retiradas facilmente e, claro, não aplicar loções, talcos e óleos hidratantes na região dos seios e das axilas.

Detalhe: caso você tenha algum piercing ou esteja usando alguma joia, será preciso retirá-las antes de entrar na sala de exames.

O procedimento

Assim que entrar na sala de exames, você será instruída a ficar de frente para a máquina de raios-X. O profissional, então, colocará sua mama entre dois suportes mamários radiográficos (que serão pressionados um contra o outro, achatando suavemente os seios).

É comum sentir um pouco de dor e desconforto com essa pressão, mas o exame é bastante rápido, o que não prolonga o sofrimento de ninguém. Agora, aí vai uma dica de ouro: para minimizar o incômodo, procure marcar o exame para 10 dias após o início da menstruação, que é quando os seios estão menos sensíveis.

No mais, este exame leva cerca de 20 minutos e, por algumas horas depois, pode causar uma leve descoloração e dor nas mamas. Para resultados mais eficientes, uma ultrassonografia pode ser solicitada junto à mamografia.

Os resultados

Os resultados da sua mamografia devem ser liberados após algumas horas ou, a depender da clínica, dentro de alguns dias. Assim que você estiver com eles em mãos, leve-os ao mastologista.

4. E, por fim: biópsia

A biópsia é um procedimento no qual o médico remove um pequeno pedaço de nódulo, ou parte do tecido mamário, para analisá-lo microscópicamente em busca de sinais de câncer e outras anormalidades. Normalmente, não são necessárias preparações especiais para ela.

O procedimento

Geralmente feita por meio de anestesia local, a biópsia é um procedimento relativamente seguro e pouco incômodo. Porém, vale ressaltar que, dependendo da circunstância, ela pode causar os seguintes efeitos colaterais:

Recuperação

Após o procedimento, o uso de sutiãs e curativos especiais (incluindo pontos) pode ser necessário. Além disso, serão passadas orientações básicas como, por exemplo:

O resultado

Dependendo da clínica em que o exame foi feito, o resultado pode demorar alguns dias para sair. Normalmente, ele já é enviado diretamente ao médico que, ao estudá-lo, discutirá as descobertas com você.

Enfim…

Cada um desses exames das mamas são de extrema importância para a saúde da mulher. Portanto, não subestime o poder deles. Mantenha suas consultas de rotina em dia e converse bem com o seu mastologista, combinado?

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Nódulos nas mamas: o que eles podem ser?

Normalmente, quando uma paciente encontra nódulos na mama, a primeira preocupação que vem à cabeça é o câncer. No entanto, eles são bastante comuns e, na maioria das vezes, benignos.

Existem diferentes razões para o desenvolvimento desses nódulos e, hoje, vamos conversar um pouco sobre cada uma delas e te deixar inteiramente por dentro desse assunto!

Atenção: antes de começarmos nosso bate-papo, precisamos dar um recado importante. A visita ao mastologista é ESSENCIAL para garantir que está tudo bem com os suas mamas, combinado? Então, se você sentir qualquer coisa fora do normal, marque uma consulta sem demora.

Afinal: como esses nódulos se desenvolvem?

A mama feminina é formada por:

Sendo assim, não é de se espantar que a composição desses tecidos pode variar ao longo da vida. Por exemplo, quando uma mulher está amamentando, os seios começam a produzir leite e, consequentemente, ficam maiores e mais inchados, tudo por causa do “trabalho extra” que os lobos e dutos receberam.

No mais, o importante a se saber por aqui é que cada parte da mama pode reagir de maneiras diferentes às mudanças do corpo. Essas alterações, por sua vez, costumam afetar as sensações e a textura da mama, portanto conhecê-las é fundamental para detectar o aparecimento dos nódulos.

Pensando nisso, aí vão os nódulos mais comuns:

1. Fibroadenoma

É o tipo de caroço benigno mais comum nas mulheres. Sua principal característica é o fato de que, ao tocá-lo, é possível movimentá-lo com os dedos. Isso acontece porque ele tem uma forma sólida, limites precisos e consistência elástica.

Geralmente, ele é indolor e completamente inofensivo. Sua maior ocorrência é em mulheres de 20 a 30 anos e, dependendo do tamanho e/ou do seu crescimento durante o acompanhamento, pode ser necessário retirá-lo cirurgicamente.

2. Alterações funcionais benignas da mama (AFBM)

O termo alterações funcionais benignas da mama define uma condição clínica caracterizada por dor e/ou nodularidade mamária que aparece no começo do menstruação, inicia-se ou intensifica-se no período pré-menstrual e tende a desaparecer com a menopausa.

É mais comum encontrar AFBM em mulheres de 35 a 50 anos, principalmente nas fases de pré-menopausa, menopausa e pós-menopausa.

Por fim, elas não requerem tratamento e nem remoção, porém, podem ser um pouco desconfortáveis.

3. Cistos simples

Os cistos simples da mama nada mais são que “bolsas cheias de líquido”. Sua quantidade, assim como sensibilidade e tamanho, mudam de acordo com a fase do ciclo menstrual em que se encontram.

Quando palpáveis ou sintomáticos, eles costumam ser tratados por meio de um procedimento simples de aspiração com agulha fina. Porém, é importante dar “tempo ao tempo” porque, na maioria das vezes, eles desaparecem por conta própria.

4. Papilomas intraductais

São pequenos nódulos benignos que crescem no revestimento do ducto mamário. Por esse motivo, eles raramente são identificados em exames de imagem.

Eles geralmente afetam mulheres de 30 a 50 anos e podem causar um pequeno sangramento no mamilo.

Importante: apesar de raro, é possível que os papilomas tenham “atipias” (diferenciações em suas células que aumentam o risco para o câncer de mama). Além disso, existe o risco de haver outras lesões mais graves junto ao papiloma.

Sendo assim, em todos os casos, o primeiro passo é realizar uma biópsia que, geralmente, consegue retirar toda a lesão. Se o resultado vier sem nenhuma atipia, e o nódulo não for mais percebido pelo ultrassom, a paciente pode seguir tranquilamente sem maiores procedimentos.

5. Necrose gordurosa

A necrose gordurosa acontece quando há um trauma na mama. É mais frequente após procedimentos cirúrgicos como, por exemplo, a mamoplastia. As alterações fazem com que o tecido adiposo pare de receber irrigação sanguínea e entre em sofrimento.

Com o tempo, ocorre necrose do tecido e formam-se pequenos nódulos calcificados.

Os nódulos são geralmente redondos, firmes e indolores. Geralmente, não precisam ser tratados e costumam ser diagnosticados meios de imagem e história de cirurgia prévia.

Quando você deve procurar um médico?

O primeiro passo para saber se há algo de errado com as suas mamas é se familiarizar com elas. Para isso, aprender a fazer o autoexame é essencial. Assim, quando houver qualquer tipo de alteração, você saberá identificá-la.

O autoexame:

 

Infográfico indicando os procedimentos do autoexame das mamas

Consulte o seu médico se descobrir alterações como:

Diagnóstico

Durante a consulta médica, o mastologista lhe fará uma série de perguntas sobre o nódulo e, claro, examinará suas mamas. Porém, para confirmar suas suspeitas, ele pode pedir os seguintes exames:

E, por fim: acompanhamento

Após o diagnóstico, o médico decidirá se a frequência do acompanhamento dos nódulos pode seguir o protocolo apropriado para sua idade ou se você irá precisar de um monitoramento mais frequente.

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