Métodos contraceptivos: como evitar a gravidez do jeito certo?

Quando o assunto é “não engravidar”, gosto de brincar que o céu é o limite. Afinal, graças aos avanços tecnológicos na área de ginecologia e obstetrícia, temos hoje em dia uma ampla variedade de métodos contraceptivos que, de acordo com suas funcionalidades, encaixam-se perfeitamente para cada situação. Sendo assim, é possível não apenas evitar uma gravidez indesejada, como fazer isso da melhor forma possível para a sua saúde atual.

Pensando nisso, preparamos um guia básico sobre todas as opções disponíveis no mercado para que você possa ir até o consultório sabendo exatamente qual escolher. Porém, não se esqueça de que a melhor pessoa para lhe ajudar nesse processo é um(a) ginecologista de confiança. Então, não hesite em tirar todas as suas dúvidas com ele(a) antes de partir para a opção final, combinado?

Tendo isso em vista, vamos ao que interessa! Para saber tudo o que precisa sobre os métodos contraceptivos disponíveis na atualidade, continue conosco.

Métodos de barreira

Os métodos de barreira, como o próprio nome sugere, são aqueles que impedem a entrada do espermatozoide no útero. São eles:

1. Preservativo (ou camisinha)

A camisinha é um dos métodos contraceptivos mais eficientes do mercado pois, além de evitar a gravidez, é o único capaz de evitar a transmissão de uma infecção sexualmente transmissível.

Atualmente, existem dois tipos de preservativos: os masculinos (e mais populares, com taxas de sucesso em torno de 85%, quando usados corretamente), e os femininos (apesar de não tão conhecidos, são uma excelente opção para as mulheres, com taxas de sucesso de 80%).

Vale ressaltar, ainda, que ambos os casos exigem cuidados específicos que, ao serem aplicados, reduzem bastante as chances de que alguma falha aconteça. Então, para saber a forma correta de usá-los, peça pela ajuda de um profissional da área de saúde, combinado?

2. Diafragma

O diafragma é uma espécie de disco flexível composto por borracha que, ao ser introduzido no fundo da vagina, impede que os espermatozoides cheguem até o útero. Para intensificar sua taxa de sucesso, pode ser associado a uma pomada espermicida (basta aplicá-la em sua borda antes da inserção).

É um método contraceptivo bastante seguro e eficaz, porém, é importante saber que sua proteção contra as ISTs é relativa. Isso acontece porque ele protege somente contra o HPV.

No mais, para saber como o diafragma funciona, confira o vídeo produzido pelo Ministério da Saúde sobre o tema.

Métodos hormonais

Os métodos hormonais, além de mais variados e amplos, são bastante interessantes porque servem para inúmeros propósitos e quadros. Para facilitar o seu entendimento sobre esse assunto, no entanto, basta entender que eles podem ser divididos em duas categorias: os combinados, que possuem um tipo de estrogênio e outro de progesterona, e os de progesterona, que possuem somente esse hormônio em sua composição.

A melhor escolha para o seu caso, é claro, depende dos seus objetivos e das necessidades do seu organismo. Conheça os tipos principais de métodos contraceptivos hormonais:

1. Anticoncepcional oral (ou pílula anticoncepcional)

A pílula anticoncepcional, atualmente, é disponibilizada em várias formas e com diferentes propósitos. Para se ter ideia, algumas são apropriadas para o uso contínuo (ou seja, a mulher não menstrua), enquanto outras são feitas para serem tomadas em cartelas com 24 ou 21 comprimidos (com, respectivamente, 4 ou 7 dias de intervalo entre elas).

É um método bastante seguro e, quando administrado da forma correta (ou seja, sem esquecimentos, interferência de outros medicamentos e respeitando o intervalo entre as cartelas), é extremamente eficaz. Além disso, é muito interessante para mulheres que, além de prevenirem a gravidez, desejam tratar outra condição como, por exemplo, a endometriose e a síndrome do ovário policístico.

Para saber qual é a melhor opção para o seu caso, converse com o(a) ginecologista sobre os seus objetivos

2. Anel vaginal

O anel vaginal é um método anticoncepcional combinado que usa dois tipos de hormônio (etonogestrel e etinilestradiol). Basta inseri-lo no canal vaginal e seguir suas instruções de uso. Normalmente, usa-se um anel durante 21 dias com pausa de 7 dias entre este e o próximo. Porém, é possível fazer um esquema de uso contínuo, trocando-o a cada 21-30 dias.

Ele é interessante porque, além de ter a menor dose de estrogênio do mercado, é um dos mais confortáveis (afinal, não costuma causar efeitos colaterais e nem sangramento irregular). Sua taxa de falha é de 9% e, infelizmente, não previne nenhuma IST. Portanto, é interessante combiná-lo a um método de barreira como, por exemplo, a camisinha.

3. Adesivo

O adesivo também é um dos métodos contraceptivos combinados, com sua composição formada por um tipo de estrogênio, e outro de progesterona. Ao ser aplicado na pele, ele é capaz de inibir a ovulação, estabilizar o endométrio e espessar o muco cervical, tornando todo o ambiente inóspito à fecundação do óvulo pelo espermatozoide.

Normalmente, a orientação é fixar o adesivo diretamente na pele (pode ser em qualquer região do corpo, menos nas mamas. Porém, o melhor a se fazer é conferir as instruções do fabricante) e trocá-lo uma vez por semana. Ao total de 3 trocas, faz-se uma pausa de 7 dias para que, no 8º, um novo ciclo de adesivos seja iniciado.

Sua taxa de sucesso é de 90%, aproximadamente, e ele não descola durante o banho, e nem em piscinas, mares e afins (desde que aplicado da forma correta, obviamente). Por fim, é importante entender que ele não é eficaz na proteção contra as ISTs e que, por isso, deve ser combinado a um método de barreira (camisinha).

4. Injeção

As injeções vêm em doses que podem ser mensais (e, portanto, configuram um método combinado, ou seja, que utiliza um tipo de estrogênio, e outro de progesterona) ou trimestrais (que são apenas de progesterona). Por isso, são uma excelente opção para quem deseja tornar essa rotina contraceptiva ainda simples e prática.

Vale ressaltar que, no caso das injeções trimestrais, os riscos de amenorreia (não menstruar) são maiores e, quando usados há muitos anos, podem aumentar os riscos para osteoporose (porque costuma interferir na massa óssea da mulher).

Porém, continua sendo um método muito seguro e com taxa de eficácia de 90%. A primeira injeção é sempre no primeiro dia do ciclo menstrual, sendo a segunda dose repetida após 30 dias (no caso das mensais), ou 90 dias (no caso das trimestrais). Qualquer coisa que fuja dessas duas datas pode comprometer a eficácia das injeções, então, é preciso levar isso em conta.

5. DIU Mirena (Sistema Intrauterino - SIU - Liberador de Levonorgestrel)

O DIU Mirena é um dispositivo intrauterino que, diariamente, libera cerca de 20g de levonorgestrel no útero (um tipo de progesterona). Isso, além de tornar o ambiente inóspito ao embrião, estimula a produção de muco cervical (dificultando a sobrevivência dos espermatozoides) e diminui a movimentação das trompas (impossibilitando a união entre óvulos e espermatozoides).

É um dos métodos contraceptivos mais vantajosos quando se pensa em praticidade e eficácia (a taxa de falha, aqui, é de 0,1%). Afinal, ele é de longa duração (com a troca a cada 5 anos) e, por ser hormonal, diminui bastante o fluxo menstrual, amenizando inclusive os sintomas da TPM.

Sua inserção é feita em consultório médico e, na maioria dos casos, com a ajuda de um ultrassom para guiar o especialista. Todo o processo dura cerca de 20 minutos.

Por fim, ele não é eficaz na proteção contra ISTs (portanto, deve ser combinado a outro método de barreira) e deve ser monitorado uma vez por ano, para garantir que está posicionado e funcionando corretamente.

6. Implanon (implante de etonogestrel)

É, também, um método contraceptivo de longa duração, com troca a cada 3 anos. Aqui, um pequeno bastão elástico que contém etonogestrel (uma variação do desogestrel, composto encontrado em pílulas de progesterona) é implantado sob a pele. Portanto, é somente aplicado por um profissional e em consultório médico.

A inserção deve ser feita até o 5º dia do ciclo menstrual e, nos primeiros meses, a mulher pode passar por um período de adaptação marcado por menstruação irregular, sangramentos de escape e cólicas. Porém, essa instabilidade costuma melhorar ao longo do tempo, podendo durar até 6 meses (no entanto, não é uma regra).

Apesar de ser muito seguro, prático e eficaz (com taxa de falha de 0,05%), é preciso lembrar que ele não é capaz de proteger a mulher contra as ISTs. Portanto, combine-o a um método de barreira!

Métodos não-hormonais

Como o próprio nome indica, é um método contraceptivo que torna o ambiente inóspito à fecundação dos óvulos e espermatozoides, e à implantação do zigoto na parede uterina, sem a ajuda de hormônios. Nesta categoria temos, na verdade, um tipo apenas:

1. DIU de cobre

É um dispositivo intrauterino que, ao ser implantado dentro do útero, promove uma reação inflamatória no endométrio, tornando-o hostil a qualquer atividade ligada à reprodução (fecundação, implantação etc).

Atualmente, existem três tipos principais de DIUs de cobre: o clássico (T de cobre, ou 380A), com duração de 10 anos e disponibilizado pelo SUS, o Multiload 375 (de tamanho e duração menores) e a combinação cobre + prata (duração de 5 anos).

Sua taxa de falha é de 0,8% e esse tipo de método também não é eficaz na proteção contra as ISTs. Além disso, pode aumentar as cólicas e o período menstrual. A implantação é feita em consultório médico.

Afinal: qual dos métodos contraceptivos é o melhor para você?

A melhor forma de entender qual das opções acima é a que mais atende às suas necessidades é, claro, visitando um(a) ginecologista para tal. Escolha um(a) profissional de confiança, descreva todo o seu quadro para ela para que vocês, juntos, ponderem o tipo de método ideal para o seu caso!

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Cólica menstrual: o que você precisa saber?

A cólica menstrual, também conhecida como dismenorreia, é caracterizada por uma dor e/ou desconforto na região pélvica, que ocorre durante a menstruação. Ela acontece, principalmente, devido à liberação de prostaglandina, substância responsável pelas contrações do útero e, consequentemente, pela expulsão do endométrio.

No geral, a maioria das mulheres tende a sofrer desse incômodo. A grande questão é que, para algumas delas, ele vem mais intenso e, dependendo do caso, pode ser o indicativo de uma condição mais grave.

Pensando nisso, preparamos um artigo com tudo o que você precisa saber sobre esse assunto. Vamos lá?

Tipos de cólica menstrual

Existem dois tipos de dismenorréia:

1. Primária

A primária diz respeito às cólicas provocadas por nada mais que o período menstrual. Elas podem variar de leves a intensas e, geralmente, começam 1/2 dias antes do sangramento (ou no dia deste).

Dependendo da situação, as cólicas podem vir acompanhadas de náuseas, vômitos, fadiga e até mesmo a diarréia. As regiões em que elas costumam ser sentidas, por fim, são a parte inferior do abdômen, as costas e/ou as coxas.

Ainda não se sabe o motivo pelo qual algumas mulheres sentem mais cólicas menstruais do que as outras. A boa notícia é que esse desconforto, na medida em que a pessoa envelhece, tende a se tornar menos doloroso.

2. Secundária

A dismenorreia secundária, por sua vez, engloba dores pélvicas causadas por condições/distúrbios como, por exemplo:

No mais, a dismenorreia secundária, geralmente, começa mais cedo no ciclo menstrual e possui uma duração mais prolongada do que as cólicas menstruais comuns.

“Como posso saber se minhas cólicas são normais?”

Se você por acaso tiver cólicas menstruais MUITO intensas e que durem mais de 3 dias, entre em contato um(uma) ginecologista. É importante entender que, independentemente da causa, a dismenorreia pode ser tratada e, para isso, deve ser diagnosticada corretamente.

Durante a consulta, seu(sua) médico(a) fará, primeiro, um exame pélvico para observar o estado da vagina, do colo do útero e do útero. Para isso, ele(a) usará um espéculo (instrumento que permite ao médico ver o que há dentro de uma cavidade). Com ele, o profissional conseguirá sentir qualquer inchaço ou alteração nessas regiões.

Caso haja suspeita de dismenorreia secundária, uma coleta de fluido vaginal será feita junto a outros exames laboratoriais.

Causas

Como já explicamos anteriormente, a cólica menstrual é provocada pelas contrações do útero que, por meio de uma substância chamada prostaglandina, movimenta-se para expulsar o endométrio. Porém, ainda não se sabe o exato motivo pelo qual algumas mulheres têm períodos mais difíceis que outras.

O que se tem, por enquanto, são uma série de fatores de risco para esse desconforto que incluem:

Sintomas gerais

Em ambos os tipos de dismenorreia, alguns sintomas são bastante similares. São eles:

Como controlar essa dor?

O primeiro passo é, com o auxílio de um profissional, claro, descartar a possibilidade desse desconforto estar sendo causado por doenças subjacentes. Se estiver tudo “ok”, algumas mudanças no estilo de vida podem amenizar o desconforto provocado pela dismenorreia. São algumas delas:

Se a cólica menstrual não aliviar, procure por um médico para receber um tratamento mais apropriado e certeiro.

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Câncer de colo de útero: causas, sintomas e tratamento

O câncer de colo de útero (ou cervical) acontece quando as células deste órgão sofrem uma mutação e começam a se multiplicar descontroladamente. Forma-se inicialmente uma lesão precursora do câncer de colo que, se não tratada, irá evoluir para a malignidade.

A maioria dos casos de câncer de colo de útero está associada à infecção pelo papilomavírus humano (HPV), que é altamente prevalente na população sexualmente ativa.

As mulheres que desenvolvem infecção persistente por HPV do tipo 16 têm cerca de 5% de risco de desenvolverem o câncer de colo em três anos e 20% de risco em dez anos. Em 2020, tivemos 16.590 novos casos de câncer de colo uterino diagnosticados no Brasil.

Figura representativa do câncer de colo de útero. Linhas indicam o útero, o colo e a vagina e uma seta aponta para a vista superior na qual está o câncer.

Causas do câncer de colo de útero

O câncer resulta do crescimento descontrolado de células que sofreram uma mutação genética. No caso do câncer de colo de útero, isso é geralmente causado pelo Papilomavírus (HPV), um vírus transmitido sexualmente .

Alguns fatores de risco podem aumentar a probabilidade de se desenvolver câncer cervical. São eles:

Prevalência da infecção pelo HPV no Brasil

Em 2018, um estudo chamado POP-Brasil verificou a prevalência nacional de infecção pelo Papilomavírus (HPV). Os resultados mostraram que o vírus estava presente em 54,6% das mulheres e 51,8% dos homens brasileiros.

Ao lado da Organização Mundial da Saúde (OMS), a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) iniciou um esforço para realizar a vacinação contra HPV nas mulheres com até 45 anos.

No SUS a vacina está disponível para as meninas até os 15 anos de idade e, no caso de portadores de doenças imunossupressoras, até 45 anos. Outras mulheres são aconselhadas a receber a vacina na rede particular. Além da vacinação, é importante a realização de consultas ginecológicas de rotina, antes e após iniciar a atividade sexual.

Tipos de câncer cervical

Você sabia que existe mais de um tipo de câncer do colo de útero? São eles:

Estágios do câncer

O câncer cervical tem quatro estágios:

Sintomas do câncer de colo de útero

Muitas mulheres não percebem que estão doentes na fase inicial da doença. O câncer de colo de útero provoca sintomas apenas em estágios avançados e estes podem ser confundidos com outras patologias.

Os sintomas mais comuns são:

Tratamento

O câncer de colo de útero, quando diagnosticado precocemente, é bastante administrável. As quatro principais opções de tratamento, a depender da situação do paciente, são:

Afinal: como prevenir o câncer de colo de útero?

Uma das maneiras mais simples de se prevenir o câncer cervical é manter os exames preventivos em dia, como o Papanicolau e o HPV HR (uma triagem que detecta células pré-cancerosas, para que possam ser tratadas antes de se transformarem em um tumor maligno).

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Miomas: o que são, sintomas e tratamentos

Os miomas são tumores benignos que se desenvolvem a partir da proliferação de células do tecido muscular do útero. Eles podem ser únicos ou múltiplos e ter tamanhos variados.

O quadro clínico de um mioma uterino pode variar desde a ausência completa de sintomas até dores e sangramentos vaginais volumosos.

Para saber todos os detalhes sobre esse assunto, continue conosco.

Tipos

O tipo de mioma depende da sua localização no útero e sua forma de crescimento: para dentro da cavidade uterina, na parede do órgão ou para fora da cavidade uterina.

Quais são as causas dos miomas?

Mutações nas células do útero ocasionam uma proliferação exagerada, formando os miomas. Seu crescimento é promovido pelos hormônios produzidos pelo ovário (estrogênio e progesterona).

Fatores de risco:

Como saber se tenho miomas? Quais são os sintomas?

Os sintomas desta condição variam de acordo com o número de miomas que a paciente tem, assim como sua localização e tamanho. Um exemplo: miomas submucosos podem causar sangramento menstrual intenso e dificultar a gravidez.

No mais, são outros sinais importantes que indicam essa condição:

Diagnóstico

Para além do exame médico, o(a) ginecologista pode solicitar alguns exames para confirmar o diagnóstico de mioma. São eles:

Vale ressaltar que aproximadamente 50% das pacientes portadoras de miomas não apresentam sintomas. Sendo assim, uma pessoa pode não saber que tem um mioma até que seja submetida a um exame pélvico de rotina.

Afinal: o mioma tem cura?

Como a maioria dos miomas para de crescer e pode até mesmo encolher quando as mulheres se aproximam da menopausa, o ginecologista pode recomendar apenas o acompanhamento.

No entanto, alguns miomas podem exigir tratamentos mais ativos de acordo com alguns fatores:

As alternativas mais utilizadas para lidar com essa condição são:

1. Medicamentos

Alguns medicamentos para regular os níveis hormonais podem ser prescritos para reduzir a quantidade e tamanho dos miomas. Normalmente, são utilizados os agonistas do GnRH (gonadotrofina) para reduzir os níveis de estrogênio e progesterona, interrompendo a menstruação e, consequentemente, diminuindo os miomas.

São outras opções medicamentosas que podem ajudar a controlar o crescimento e aparecimento de novos miomas:

2. Cirurgia

A cirurgia é indicada para remover miomas que estão muito grandes e/ou causando sintomas.

O procedimento mais tradicional é a miomectomia abdominal. Nele, o profissional faz uma incisão no abdômen da paciente para acessar o útero e remover os miomas ou retirar o órgão, dependendo do caso.

Atualmente, a miomectomia tradicional é reservada para miomas muito grandes ou complicados ou úteros de tamanho maior que o normal. Nos outros casos, é possível o tratamento com técnicas menos invasivas: laparoscopia ou histeroscopia.

Laparoscopia para remoção de miomas uterinos

A laparoscopia é realizada através de pequenos portais (3 ou 4) no abdome. Uma câmera introduzida no portal do umbigo e possibilita uma visão de toda cavidade abdominal e pélvica, facilitando a ressecção e retirada dos miomas.

Laparoscopia sendo realizada para remoção de miomas uterinos

Histeroscopia para remoção de miomas submucosos

A histeroscopia é um procedimento minimamente invasivo em que uma câmera é inserida no colo uterino através da vagina. Dessa forma é possível visualizar a cavidade interna do útero e retirar os miomas submucosos.

O tratamento deve ser individualizado para cada paciente, levando-se em conta o tamanho do útero e dos miomas, o desejo de engravidar no futuro e a presença de condições de saúde associadas.

Enfim...

Caso você suspeite que está com miomas, não hesite em procurar pela ajuda de um ginecologista, combinado? No mais, lembre-se sempre de manter os exames de rotina em dia e atente-se a todos os sinais do seu corpo. Afinal, ninguém o conhece melhor do que você mesma.

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Cuide-se, e até a próxima!